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O tratamento

Depois de diagnosticadas, as lesões devem ser tratadas. A maior prioridade no tratamento da doença é restaurar as funções protetoras da barreira e do microbioma da pele. Estudos recentes também mostram que remover completamente todo e qualquer fator agravante pode na verdade aumentar o risco da criança entrar em crise. Por isso, a melhor reação é focar no tratamento prescrito pelo dermatologista.

Um tratamento dermatológico em duas fases
A pele precisa de água e lipídios diversas vezes ao dia (mesmo na ausência de lesões) para restaurar a barreira natural que a protege dos alérgenos. Durante as crises, medicamentos com ativos específicos prescritos por dermatologistas podem reduzir eficazmente as lesões e aumentar os intervalos entre as crises. Esses tratamentos melhoram significativamente a qualidade de vida dos pacientes com atopia, quando usados corretamente e sob orientação médica.

Além dos medicamentos, cremes hidratantes podem ajudar a combater o ressecamento e restaurar a barreira natural da pele. Eles devem ser aplicados diversas vezes ao dia nas áreas não-inflamadas para combater o ressecamento e acalmar a pele, reduzindo a coceira. Essa rotina diária também é recomendada para prevenir crises. Aplique o creme mesmo quando a pele estiver com aparência saudável.

Não desista do tratamento. Quase dois terços dos tratamentos prescritos para dermatite atópica nunca são iniciados ou são abandonados rapidamente, apesar de serem a solução mais eficaz. Por isso, é fundamental pedir ajuda quando se tem dificuldades para lidar com a doença ou quando o tratamento não está sendo eficiente. Os dermatologistas são seus aliados para entender melhor o tratamento e adapta-lo às suas necessidades. Não hesite em mostrar ao seu dermatologista a forma com que você aplica o creme prescrito para que ele possa assegurar que a sua técnica é adequada.


Dicas para o dia-a-dia

Além dos tratamentos que vão melhorar a condição da pele de forma significativa, algumas simples dicas podem aliviar a coceira, dor, problemas de sono e prevenir os pacientes de se sentirem desamparados.

  • Reduza a coceira

Apenas o tratamento correto pode prevenir a coceira incontrolável, que alimenta o ciclo vicioso da atopia. Porém, para reduzir seu efeito, cubra suas mãos com luvas de algodão e certifique-se que eles não estejam nunca sem roupa: isso pode reduzir de forma significativa os arranhões na pele. Vire as roupas do lado avesso para evitar que as costuras irritem a pele. Depois - e isso também se aplica a adultos - assegure-se que as unhas estejam sempre cortadas e evite tecidos sintéticos e lã a qualquer custo.

Evite repetir o tempo todo "Pare de se coçar!". Na maioria das vezes, a sua criança nem percebe o que está fazendo... Pelo contrário, faça um carinho nela, borrife um pouco de água termal e um pouco de creme para acalmar a coceira. A vontade de se coçar também pode ser psicológica: coçar um pedaço de pano ou outra pessoa pode ser uma boa distração.

  • Reduza o desconforto e alivie a dor

Quando as áreas com vermelhidão e as lesões incharem ou ficarem repuxadas, a água termal pode ser de grande ajuda. Deixe seus cremes na geladeira para que estejam frescos na hora de aplicar, coloque esponjas macias e geladas nas lesões e use um ventilador pra refrescá-las. Além disso, sempre mantenha um spray de água termal e um creme hidratante na cabeceira.

  • Lave com cuidado

A higiene da pele atópica exige uma atenção especial para prevenir ainda mais irritação e repuxamento. O banho não deve passar de 5-10 minutos, em uma temperatura de no máximo 35°C (a água quente causa coceira). Sempre prefira chuveiro à banheira, mesmo para bebês, logo quando já conseguirem ficar de pé. Alterne os banhos com breves sessões de limpeza com um pouco de água ou leites de limpeza, nos casos de desidratação extrema. Após o banho, enxágue e seque sem esfregar a pele - dê suaves batidas com uma toalha de algodão. Aproveite para hidratar enquanto a pele ainda está úmida.

  • Lidando com o stresse

O estresse é ao mesmo tempo um gatilho para crises e uma consequência da doença, mas não é inevitável. Aprender a controlá-lo pode aumentar e muito a qualidade de vida. Yoga, terapia de relaxamento e massagens também são opções válidas.